Gilberto Dilo - Editora Viseu
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Gilberto Dilo

Autor

Gilberto Dilo é autor das obras "Gerha" e "A morte de Deus"

Gilberto Dilo

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Gilberto Dilo é um sonhador – é assim que ele se define. De uma infância difícil, pobre e presa a falta de incentivo, nos garimpos da existência restou-lhe ser um martelo, uma marreta ou até mesmo uma britadeira. Pois, órfão de pai desde os quatro anos de idade, viver no sertão sem o ente paterno custou-lhe viver aos caprichos da mãe, a efetividade dos parentes, ao enigmático pensamento de conceituar sua vida distante da podridão moral que verte o dia a dia de seus conterrâneos. 

Natural de Princesa Isabel na Paraíba, Gilberto Dilo não se condiciona a viver de ufanismo, de amor condescendente, nem de gestos hipócritas. Basta-lhe a lembrança.  

Sua mãe, cidadã paraibana, dona de casa, natural da Zona Rural de Manaíra-PB, criou os filhos sozinha. Mulher aguerrida, ética e sábia educou-os em cima do pilar básico da sabedoria popular: ser honesta, estudar para ter um futuro melhor e construir uma família.  

Aos sete anos de idade o poeta solitário vendia “didas” pelas portas das escolhas, nos eventos esportivos, nas ruas de Manaíra. Com doze anos o mesmo passa a ajudar os camelôs durante a feira da cidade. É importante notar que Gilberto nasceu em Princesa Isabel; todavia viveu dos quatro anos de idade aos treze em Manaíra, e dos quatorze aos vinte e quatro em João Pessoa, capital da Paraíba.  

Aos treze anos vendia bombons, pipocas e biscoitos recheados em frente das escolas, nos campos de futebol, nas portas das igrejas. Não foi tão fácil. Aos quatorze anos muda-se para João Pessoa-PB. Morava numa casa de Apoio aos Enfermos que vinha de Manaíra-PB. “Tristes recordações”. Mas foi nessa época que o jovem poeta desperta o interesse pelos grandes clássicos como também aprende a cozinhar, a lavar, a cuidar de pessoas enfermas: “Aqueles dias pra mim eram ternos, angustiantes, mas milagrosos”. 

Nessa época a falta de apoio impera, e sua mãe sem economia, apenas com a pensão não conseguia fomentar os seus estudos no Liceu Paraibano. Dificuldades vieram e com elas a superação. Trabalhava durante o dia como estagiário do Banco do Nordeste, estudava durante a tarde e a noite em vez de estudar os assuntos científicos ministrados nos cursos do ensino médio, passava a noite a escrever. “Pensamentos vagos, espectros, sonetos, pathos como meio de fugir de minha solidão, e da saudade de meus familiares. Era pra eles que escrevia. Era pra eles que eu entregava o futuro. Não sabia eu que no porvir a minha angústia juvenil perecia aos olhos da realidade, e eu passaria a viver de meus próprios pesadelos.” 

Em 2001 o poeta do sertão chega a João Pessoa com duas malas e três livros e um mundo de sonhos. No entanto, à primeira vista bateu-lhe o desespero: “Chegamos, disse o impiedoso para o meu coração. Era um casebre velho, cheio de teias de aranha, o piso sujo, o banheiro sem descarga, as janelas quebradas e o portão sem fechadura. Ironicamente ele me disse: boa noite! Meu coração passou a se perguntar que mal eu fiz ao mundo para tamanho desprezo. Amanhece. Dirijo-me a cozinha imunda de gordura. Lembro-me de minha mãe. Disfarço. Mas no fundo chorava sem lamúria. Levanto a cabeça e ouço um senhor de uns cinquenta anos gritando, louvando a Deus diante de sua dor. O câncer o torturava. Dou um passo ao meu quarto e um rato corre diante de meus pés. Penso no meu pai. Então decido me vigiar, lutar sem medo e sem saudade. Assim foram os meus dias por dez anos.” 

À primeira vista Gilberto foi estudar no Olivina Olivia, escola de ensino fundamental, a oitava série, hoje seria o nono ano. Depois passa a estudar no Liceu Paraibano. Em 2006 adentra a UFPB e cursa Bacharel e Licenciatura em Filosofia. Nessa época ele escreve cinco livros, entre os quais “Gerha”. 

Em 2010, após terminar o curso na UFPB, torna-se professor efetivo do Estado da Paraíba. No entanto, o desejo de voltar pra casa faz com que o mesmo funde o Jornal Grande Sertão. Nessa época atuava como Jornalista (DRT: 2993), como editor, diagramador, colunista e administrator. Pede exoneração do cargo de professor. Em 2012 o Jornal vem à falência. Em 2013 passa em primeiro lugar pra técnico administrativo do Governo da Paraíba. Atualmente o mesmo é funcionário de carreira do Banco do Brasil. E recentemente foi candidato a deputado estadual pelo estado de sua origem. 

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