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Três dicas para escrever um livro de Não Ficção

04 de junho de 2018

Três dicas para escrever um livro de Não Ficção

Todo texto conta uma história, a diferença está na finalidade da mensagem. Escrever um livro de não ficção é transmitir uma narrativa focada no real a fim de ensinar ou informar os leitores sobre determinado tema ou assunto.

Talvez em algum momento da sua vida, você tenha percebido que não existiam muitos materiais acerca da sua área de interesse ou atuação profissional e se perguntou: como escrever um livro de não ficção?

Vamos te ajudar a responder esta pergunta com três dicas que vão tirar essa ideia sua da cabeça direto para o papel.

Nem pense em fazer uma careta desanimada: porque sim, você tem a capacidade de escrever um bom livro e ajudar outras pessoas.
 

  1. Trace um guia

Geralmente, um best-seller de não ficção possui uma mensagem clara que atinge as pessoas. Por isso, antes de começar a escrever o livro pense de maneira estratégica e criativa.

Você pode começar pelo argumento: um resumo de menos de 5 mil palavras, onde desenvolve qual será a ideia central do seu livro, qual o diferencial em relação a outras obras, em outras palavras, o que a torna melhor do que os outros e com maior potencial de vendas.

Depois de saber qual é a ideia central do seu livro, seja mais específico e subdivida em tópicos. Separe aquele que considere essencial para seu objetivo, e desenvolva um texto sobre ele.

Lembre-se que a clareza é a essência da não ficção e estruture um pensamento que tenha início, meio e fim.

Pense que está criando cápsulas de conteúdo e que estas pílulas vão estar dentro do mesmo recipiente.

Sabe aquele seu professor que ao ensinar um assunto criava esquemas onde os eventos se conectavam e no final tudo fazia sentido? É mais ou menos isso, os capítulos precisam ir respondendo às dúvidas do leitor em uma ordem lógica, e no final tudo deve se ligar a ideia central do livro.

Não tenha medo de criar tópicos, subtópicos ou esquemas que ajudem a esclarecer questionamentos ao leitor.

2. Pesquise e entenda o tema

É sempre possível saber mais sobre um assunto. Quanto mais pesquisamos um tema maiores dúvidas surgem e ao sanar os próprios questionamentos você vai estar ajudando outras pessoas a se informarem.

Não existe pergunta idiota, existem dúvidas que precisam ser tiradas. Às vezes o que para você pode ser algo batido para seu leitor seja importante de ser aprendido.

Vamos a um exemplo prático:

Os livros Manual da Infertilidade e Manual da Gestante, publicados pela Editora Viseu, da autora Adriana Góes, ginecologista e obstetra, foram escritos depois dela perceber que faltavam informações mais precisas sobre a maternidade.

Principalmente no quesito da infertilidade. A autora não encontrou no mercado editorial materiais que abordassem a temática da infertilidade, e suas questões como: o que levam casais a terem dificuldades de concepção, pesquisas genéticas de embriões, e aspectos psicológicos da reprodução assistida.

Então, Góes usou seus conhecimentos adquiridos tanto de maneira prática no trabalho com reprodução assistida e obstetrícia em clínica, como sua tese de Doutorado e suas especializações na área no Brasil e na Europa para esclarecer as principais dúvidas que os leitores possam vir a ter sobre gravidez e infertilidade.

O resultado foi o interesse por parte da Editora Viseu em publicar o livro.

3. Tenha método

Esta dica é válida para qualquer tipo de livro e mesmo assim precisa ser sempre lembrada.
Não existe um segredo de metodologia a ser usado, mas com certeza é importante desenvolver.

Da mesma maneira que você decidiu quais seriam os capítulos do seu livro e como criar uma conexão entre eles é necessário estipular uma rotina de escrita. Defina qual vai ser a hora do dia em que vai escrever, não importa se será duas horas ou meia hora, escreva.

Nem que para isso você tenha que ser chato e dar uma de Charles Dickens, sem deixar ninguém entrar ou fazer barulho perto do local onde está escrevendo até que você termine.

Apenas se observe e anote aquilo que funciona para sua personalidade. E depois de terminar as etapas de pesquisa e escrita do seu livro não esqueça de que você vai precisar da mesma disciplina para editar seu manuscrito.

Continue acompanhando outras dicas no nosso blog.
 


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