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Como escrever o prólogo do seu livro

30 de junho de 2018

Como escrever o prólogo do seu livro


Depois de terminar uma ficção, uma das maiores preocupações deve ser ‘’está história consegue chamar a atenção, e atrair um grupo significativo de potenciais leitores?’’, se esta pergunta te angústia saiba que o prólogo é uma ferramenta que pode te auxiliar. Pensando nisso, vamos te ajudar em como escrever o prólogo do seu livro.

Ironicamente em seu livro, Iracema , José de Alencar acrescenta em seu prólogo:

 Mas sempre fui avesso aos prólogos; em meu conceito eles fazem à obra o mesmo que o pássaro à fruta antes de colhida; roubam as primícias do sabor literário. Por isso me reservo para depois.

A primeira coisa a se entender é que o prólogo não deve roubar as primícias e sim acrescentar informações extras que dão pistas do enredo da história.

Pode servir, para contextualizar um mundo fantasioso, repleto de criaturas estranhas e outras línguas, para que o leitor não fique perdido no primeiro capítulo.

Outra possibilidade é escrevê-lo em um tempo anterior ao da própria história, para mostrar possíveis condutas do personagem central, como por exemplo, o protagonista se torna um médico durão e o prólogo narra a morte da mãe, depois de lutar contra o câncer.

Ou quem sabe, descreve algo em primeira pessoa sob a perspectiva de um dos personagens. Seja lá, qual for a opção de abordagem todo prólogo deve deixar o leitor instigado a continuar a ler seu livro publicado.

Vamos lá, ao que você precisa ou não fazer:
 

  1. Você precisa de um prólogo?

Pense no prólogo como o coringa da sua história, um plus a mais. Uma ferramenta para fazer com que o leitor fique preso naquela trama.

Por isso, antes de começar a escrevê-lo se pergunte:
 
  • Preciso de um prólogo na minha história?
  • Se encaixa com o primeiro capítulo?
  • É essencial para o enredo?
  • Qual a função desse prólogo?

Caso perceba que não irá acrescentar nada para o enredo da narrativa, e que as informações são facilmente introduzidas na história, não escreva o prólogo.

Introduzir um prólogo desnecessário resulta em um verdadeiro tiro no pé pois, gera efeito contrário desestimulando o leitor a continuar seu livro.

Já se você nota que as informações que colocaria ali são essenciais, isto é, contribuem para a trama com dados significativos e relevantes, sem os quais, o leitor poderia estar perdendo alguma coisa, então você precisa colocá-lo. Por exemplo:
 
  • Estes dados, caso colocadas no corpo do romance, causariam uma ruptura no ponto de vista, gerando confusão;
  • O prólogo se passa em um tempo ou espaço, muito distinto.
  • Os detalhes sufocariam a narrativa;

Lembre-se de não enrolar as informações precisam ser vitais para a compreensão do enredo.

1.1 O que não faz parte de um prólogo
Não subestime o leitor e fique esperto para não colocar nenhuma dessas coisas:
 
  • Uma cena que aparece no meio de algum capítulo
  • Fatos que poderiam ser colocados na história
  • Um monte de informações jogadas e desconexas,

Apenas o motive a continuar a leitura.

2. Escrevendo o prólogo

O prólogo é a carta decisiva do seu baralho, aquela peça chave que muda toda a perspectiva do jogo, e te faz um vencedor.

Use todas as suas energias para criar a introdução mais cativante que puder.

 Crie uma cena tão forte como qualquer outra do seu manuscrito, e obrigue quem lê a continuar virando as páginas.

Vamos a alguns exemplos para que você explore sua escrita criativa e conheça algumas possibilidades de prólogos:



2.1 Passado do protagonista

Acrescenta-se alguma informação decisiva do passado do protagonista, essencial para o desenvolvimento da história ou a compreensão para a conduta daquele personagem.

Geralmente, é um evento forte e carregado de emoção que vai gerar empatia por parte do leitor.

2.2 Escrito em primeira pessoa

Muitas vezes, é o protagonista, mais velho, escrevendo um livro de memórias onde explica os motivos da história estar sendo escrita.

É a visão de quem escreve que importa e possui uma conotação reflexiva. O fim da narrativa pode apenas ser suposto.

Porém, tal recurso pode ser quebrado e ser escrito de maneira imprevisível e criativa. Como é o caso do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, em que o protagonista escreve o prólogo depois de morto.

O defunto autor ainda emprega uma noção valiosa acerca da função do prólogo:

‘’O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado’’

2.3 Futuro do protagonista

Apresenta o personagem principal muitos anos a frente do restante da trama. Possui a mesma perspectiva e ponto de vista do restante da história.

Uma analogia, que caberia para explicá-lo é o filme Titanic. Imagine que o prólogo seriam as cenas onde Rose aparece já bem velinha.

O interessante dessa abordagem, é levar o leitor a se questionar: como o personagem chegou até aqui?

2.4 Mudança de Perspectiva
Ocorre de uma perspectiva diferente daquela dos personagens principais da trama.

 Vamos supor, em uma narrativa descrita em primeira pessoa o prólogo, de outra perspectiva, pode ser escrito em terceira pessoa, com uma informação que seria impossível do narrador saber. Mas, que irá aparecer em algum momento e ser decisiva para a trama.

Para que seu prólogo não roube detalhes da narrativa, não se esqueça de que você precisa criar uma prévia, venda uma surpresa que depois irá se conectar ao restante da trama.

Nao resolva todos os conflitos, deixe a dúvida mais instigante que puder.

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