Natalino - O homem que jogou na loteria - Editora Viseu
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Natalino

O homem que jogou na loteria

- José Maria Soares (ver perfil)

Natalino acordou apenas no dia seguinte. Havia sonhado um sonho estranho. Onde ele estava à beira de um despenhadeiro disposto a pular e dar cabo à sua vida.

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Descrição do Livro

Natalino acordou apenas no dia seguinte. Havia sonhado um sonho estranho. Onde ele estava à beira de um despenhadeiro disposto a pular e dar cabo à sua vida. Sentia-se culpado pela morte da mãe durante seu parto. Julgava ser odiado por todos os humanos em função da tragédia do seu nascimento. Os demônios viviam à sua volta e não deixava que ninguém se aproximasse dele. Eles estavam presentes à beira do abismo. Bastava um sopro do diabo mais franzino para que sua alma rolasse imediatamente para o inferno. Os diabos debochavam de sua covardia e procuravam incentivá-lo a pular na imensidão espontaneamente. Ele olhou à sua direita e viu a aproximação de um ermitão. Um senhor que se apresentava velho de sabedoria e jovem de expressão corporal. Suas barbas e cabelos brancos eram grandes. Um homem de túnica branca, olhar altivo, corpo esguio e com um cajado na mão direita. O senhor olhou para ele suavemente e sorriu. Natalino retribuiu o sorriso. Imediatamente o eremita apontou o cajado na direção dos demônios. Aconteceu uma explosão, um forte odor de enxofre se espalhou e ele acordou assustado. Recompôs-se, fez um café e bebeu. Sentou-se à mesa a fim de decidir o que fazer da vida. Refez todos os detalhes do sono que tivera ...
E agora, onde estava o bilhete? Pensava ter deixado o mesmo na prateleira da cozinha. Revirou tudo e não achou nada. Passou a garimpar o bilhete na sala, após três horas de procura desanimou-se e foi para o quarto. Cada milímetro do guarda-roupa, da cômoda e do criado mudo foi revistado. Alguém havia furtado seu bilhete. Ele jurou vingança. O primeiro parente que ostentasse à sua frente teria um destino cruel. A riqueza não era mais dele e não seria de outro ser vivo qualquer. Deitou-se, apagou a luz, e, logo após, viu um rato comendo farelo de comida no chão. Primeiro, culpou-se pelo descuido com a limpeza do ambiente. A seguir, ocorreu-lhe que o rato poderia ter roído o bilhete. Uma súbita raiva, em relação ao rato, apossou-se dele. Com ódio, Natalino pegou um pequeno porrete, que deixava à cabeceira da cama e partiu para o ataque. O rato passou-lhe entre as pernas e enfiou debaixo da cama. Imediatamente, ele acendeu a luz do quarto e jogou o colchão para o alto. Fixou o olhar para encontrar o bandido roedor e nada via.

Ficha Técnica

ISBN 9788554541705
E-ISBN 9788593991875
Páginas 206
Edição número 1
Edição ano 2018

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